Sobre

O processo artístico

“Quando entro no meu ateliê sinto que estou no meu mundo. Cercada pelos meus painéis, tintas, pincéis, espátulas e esponjas, minha mente vislumbra novos cenários, novas paisagens, novos caminhos.

Sinto-me inteira e pronta para criar perspectivas, novos espaços, sem limitações, sem julgamentos ou sem rótulos.

Muito admiro o trabalho dos artistas da escola pós-guerra, o expressionismo abstrato de New York. Admiro a coragem desses artistas que romperam com os métodos convencionais da escola francesa para criar obras originais, surpreendentes, simples e impactantes.

Gosto de trabalhar em telas de madeira. Já tentei telas de tecido, mas não gosto da textura nem do resultado. Então sigo com as placas de madeira.

Começo com uma combinação de cores e proporções que me vêm à mente e sigo livremente. Se tento fazer algo “premeditado”, seguindo alguma teoria, ou um esquema pronto, não dá certo. Eu olho a tela de perto, de longe, viro, mudo-a de posição… E simplesmente não me parece certo. Sinto falta da autenticidade. Então, abandono o “esquema” e retorno com minha intuição até que a composição “aconteça”, como se eu tivesse predeterminado aquele resultado. Pode levar horas, dias ou semanas. Normalmente, os que mais gosto são os que fluem mais facilmente.

Certa vez, obcecada em reproduzir a técnica do Ianeli, o painel caiu no meu dedão do pé e fatiou o osso como uma guilhotina. Uma cirurgia e 3 pinos depois, retomei a obra e mudei tudo, deixando a inspiração fluir. O quadro foi vendido em menos de 3 dias após ser exposto e até hoje me perguntam se está disponível.

Minha pintura, além de abstrata ou expressionista abstrata, pode ser ainda rotulada de “pintura de ação”ou pintura experimental.

Tenho fases acrílicas e fases a óleo. Gosto de experimentar e já apliquei até óleo por cima do acrílico, e agora espero para ver como reagirá com o tempo. Quase não uso pincéis porque me irrita quando uma cerda fica presa no meio da tinta. Gosto de espátulas, esponjas, sopradores térmicos, plástico filme (e a lista vai longe). Também invento instrumentos para aplicar a tinta e obter o efeito desejado.

No meu trabalho, optei por ser eu mesma, deixar fluir meu estilo, experimentar novos materiais, técnicas de aplicação da tinta e texturas, conferindo um estilo único e autêntico às minhas obras.”

Posso afirmar que meu maior objetivo é poder pintar para o resto da minha vida.

ana elisa murta

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